Bolsonaro é o alvo de Boulos (PSOL)

Guilherme Boulos (PSol) e Jair Bolsonaro (PSL) trocaram farpas durante o debate da TV Band, o primeiro com os candidatos à presidência da República. Questionados sobre corte de privilégios e auxílios a parlamentares, ambos os postulantes aproveitaram o tempo para se atacarem mutuamente.

“No ano passado poderia ter gasto R$ 400 mil da minha verba, o chamado cotão. Usei metade disso. A questão do auxilio-moradia esta na lei. No meu apartamento tenho despesas, pago IPTU e despesas, fico quase no zero a zero”, explicou Bolsonaro.

Ele também comentou a pensão destinada às filhas de militares. “Tínhamos previdência própria até os anos 60… Em 2000, o governo colocou um ponto final nessa questão da pensão das filhas. Agora, cortar privilégio de militares? que privilégio, se não temos fundo de garantia, hora extra, direito a adicional noturno.

 Não temos absolutamente nada”, indagou.

Boulos rebateu o final da fala de Bolsonaro ao dizer que ele é um capitão expulso do Exército por “jogar bomba em algum lugar”, disparou. Neste momento, o candidato do PSL solicitou o direito de resposta, que foi atendido. Antes disso, porém, Boulos prosseguiu: “Ganhando a presidência, Bolsonaro não vai poder ter auxílio-moradia tendo casa não. Nem ele, nem nenhum deputado, juiz. Auxílio-terno e auxílio-Miami. É uma esculhambação que vamos enfrentar. Privilégio não combina com direito”, pontuou.

No direito de resposta, Bolsonaro afirmou que não foi expulso da corporação militar, onde atuou por 17 anos e saiu para assumir cargo de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. “Quem colocava bomba era a sua ex-chefe Dilma Rousseff, que matou (gente) lá nas matas do Rio Ribeira. Sou capitão do Exército com muito orgulho e pretendo continuar servindo a minha pátria”, retrucou ao lembrar do grupo VPR, integrado pela ex-presidente petista.

Boulos ainda complementou: “Não fiz parte do governo Dilma, portanto Dilma nunca foi minha chefe”.

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