Em vídeo, Flávio Rocha diz como o Pró-Sertão pode mudar o Nordeste

O primeiro depoimento é de Joilma Cilene Dantas, 33 anos, uma das funcionárias das oficinas de costura do programa Pró-Sertão, moradora da comunidade Caatinga Grande, no Sertão do Seridó, região do Rio Grande do Norte. A costureira potiguar começa contando da realidade no semi-árido: “Eu não tinha de onde tirar o meu sustento, nem como como alimentar os filhos”. Mãe de Joana Darc, 10 anos, João Pedro, 9, e João Paulo, 7, a moradora de São José do Seridó se viu sem chão quando o marido João Avelino, 56 anos, perdeu o emprego na lavoura por causa da seca. “Aqui se não chove, não tem lavoura nem trabalho”, diz ela, que sonha completar o último ano do ensino médio. Em 2015, veio a oportunidade de Joilma conseguir um emprego na confecção Canaã, uma das 61 oficinas de costura terceirizadas na região. “Isso mudou minha vida. Quando vi meu marido sem emprego e a responsabilidade vir toda para mim, tive que lutar muito por um trabalho”, diz ela, que só vivia do Bolsa Família. Hoje, Joilma recebe o salário mínimo na carteira assinada, férias e 13o salário.  

Em um vídeo de três minutos e meio, no qual a costureira Joilma e outros beneficiados pelo programa dão o seu testemunho, o empresário Flávio Rocha, ex-presidente das Lojas Riachuelo e pré-candidato à presidência da República pelo PRB,  apresenta o Pró-Sertão como a solução para garantir o emprego na região marcada pela seca e pela pobreza. E, consequentemente, promover a esperada transformação social no Nordeste.

O programa foi idealizado por Rocha, depois que ele esteve na Galícia, no norte da Espanha, em meados de 2009 e visitou as oficinas de costura terceirizadas na região.“Foi o dia em que eu descobri por que tinha vindo ao mundo. Eu estava na Galícia, numa época em que a Europa estava dizimada pela crise econômica de 2008. A Espanha sofria com altos índices de desemprego, na casa dos 25%”, conta o empresário e pré-candidato.  “E a Galícia nessa época era uma região blindada contra o desemprego, vivia o pleno emprego.” Em 2013, com o título de Programa de Interiorização da Indústria Têxtil do Rio Grande do Norte, o Pró-Sertão foi implantado pela secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, em parceria com a Federação das Indústrias (Fiern) e o Sebrae/RN.

Cinco anos se passaram e o Pró-Sertão permanece mudando vidas e cenários na região. Já foram cinco mil carteiras de trabalho assinadas, 90% pela primeira vez. Flávio Rocha segue na batalha para expandir o modelo. “A nossa ideia é multiplicar o Pró-Sertão para todo o Nordeste. É um modelo que pode ser reproduzido em todo o país. É a geração de emprego como uma porta de saída para o Bolsa Família”, defende o pré-candidato à presidência da República. “O Nordeste tem uma grande vocação para a indústria têxtil.”

Hoje, o Pró-Sertão tem 61 oficinas de costura terceirizadas em 50 pequenas cidades. As oficinas atendem pedidos e demandas de 15 empresas em todo o país. O programa gera 5 mil empregos diretos e beneficia 50 mil pessoas indiretamente. Consequentemente, a vida melhorou no semi-árido, com a chegada de infraestrutura, comércio e bancos aos municípios.

“Isso pode ser quintuplicado no nosso governo. E pode transformar regiões inteiras devastadas pela Seca”, enfatiza Rocha. “Posso assegurar que isso será um verdadeiro milagre econômico para o Nordeste.”

E por falar em milagre, além de Joilma, uma das nossas costureiras no Pró-sertão é a Milagre Azevedo. Ela trabalha em Parelhas, também no Sertão no Seridó. Tem 37 anos e há um ano teve sua primeira carteira assinada como colaboradora do Pró-sertão. “Quero dizer que podemos ter muitas Joilmas e Milagres trabalhando e tendo oportunidades de emprego em todo Brasil”, garante Flávio Rocha.

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