Índice de fugas no sistema penitenciário cearense cai 85% com Mauro Albuquerque

Os resultados dos primeiros seis meses da nova gestão da Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE) começam a aparecer por meio de estatísticas. De janeiro a maio de 2019, a secretaria contabilizou 42 fugas, ante 284 registros no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 85% nas ocorrências.

Na conta dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), também houve redução significativa no número de mortes dentro das unidades prisionais. Neste ano, a pasta registrou uma morte dentro de uma unidade prisional. Em 2018, foram 28 assassinatos nestes equipamentos.

Dados parciais de 2019 obtidos mostram também que foram fechadas 109 cadeias, contratados 400 agentes e apreendidos cerca de cinco mil celulares. Apesar das melhorias, a superlotação é um gargalo que permanece. Nas grandes unidades localizadas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde cabem 9.740 presos, há 22.231 detentos.

Quando assumiu o sistema carcerário cearense, o secretário Mauro Albuquerque, que já coordenou a SEJUC na gestão de Robinson Faria, afirmou que ia adotar medidas para tornar mais rigorosa a fiscalização e impedir a entrada de celulares nos presídios no estado. Telefones usados por chefes de facção presos para ordenar crimes de dentro das celas.

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