Juíza substituta da Lava Jato, Gabriela Hardt também teve celular invadido

A juíza federal substituta da Lava Jato Gabriela Hardt confirmou nesta quarta-feira (12) que seu aplicativo do Telegram foi invadido na mesma época (e aparentemente pela mesma pessoa/grupo) que os aparelhos do procurador da República Deltan Dallagnol e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em nota enviada à Jovem Pan, a assessoria de imprensa da Justiça Federal declarou que a magistrada informou à Polícia Federal que “não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme”.

Na noite desta terça (11), mensagens supostamente escritas por um hacker chamaram a atenção no grupo do Conselho Nacional do Ministério Público do Telegram.

Um dos torpedos dizia que o caso revelado no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil envolvendo Moro e Dallagnol era apenas “uma amostra do que vocês vão ver na semana que vem”.

A pessoa que enviou os torpedos chegou a responder os procuradores que estavam no grupo dizendo “Aqui é o hacker”, além de conversar com eles.

Confira a íntegra do comunicado da Justiça:

“A Juíza Federal Substituta Gabriela Hardt confirma que seu telegram foi invadido na mesma época e aparentemente pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores. O fato foi imediatamente comunicado à Polícia Federal. A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme. Da mesma forma, a juíza federal espera que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas.”

Sobre Hardt

Em fevereiro deste ano, Gabriela Hardt condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

Ela assumiu interinamente as funções de Moro, após ele ter ingressado no governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e Segurança Pública.

Na sentença, a juíza afirmou que foram colhidas provas de um grande esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobras. “As sentenças já proferidas retratam uma triste realidade em que a corrupção, ao invés de ser fato isolado, tornou-se corriqueira nas contratações públicas celebradas no país”, escreveu.

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