Para Garibaldi, “tempo” inviabiliza candidaturas de Temer e Meirelles no MDB

O presidente da República, Michel Temer (PMDB) comemorou nesta terça-feira, 15, no Palácio do Planalto os dois anos de sua gestão. É provável, também, que essa comemoração marque o último “maio” do PMDB na chefia do Governo Federal. Afinal, a sigla vive um momento de incertezas sobre a disputa eleitoral deste ano e a reeleição de Temer não é unanimidade nem dentro da sigla. Um dos que desconfiam da viabilidade eleitoral do presidente, inclusive, é o senador potiguar Garibaldi Alves Filho.

Recentemente, em entrevista, Garibaldi afirmou que Temer realizou reformas importantes para o país, mas “se você me disser que ele tem condições de, num tão curto espaço de tempo, colher frutos dessa ação dele, no que toca a isso, a gente está vendo que não está sendo fácil”. “O tempo é muito curto”, acrescentou o parlamentar.

Segundo Garibaldi, inclusive, fica inviável definir destinos para o partido nacionalmente porque os principais nomes que poderiam ser defendidos não têm “decolado” nas pesquisas. “Não existe (uma definição sobre o pleito eleitoral), porque o que existe é uma expectativa de que o candidato pudesse ser Michel Temer ou o ex-ministro (Henrique) Meirelles. Acontece que o tempo está conspirando contra esses projetos”, avaliou.

“Geraldo Alckmin poderia ser uma alternativa. Mas até ele não está conseguindo decolar como nós esperávamos”, ressaltou o senador, descartando, também, qualquer possibilidade de apoiar Jair Bolsonaro (PSL) e um eventual nome da esquerda, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por Ciro Marques

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