Detentas vão produzir máscaras que serão repassadas ao Governo com custo de R$ 0,80

Detentas das penitenciárias femininas 1 e 2 de Tremembé começaram a confeccionar máscaras de proteção contra o coronavírus (Covid-19) nesta terça-feira (24).

A produção foi anunciada pelo governador João Dória (PSDB), durante uma coletiva de imprensa, também nesta terça, que tratou de medidas para prevenção e combate da doença no estado.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), nas duas penitenciárias de Tremembé a produção diária será de 18 mil peças, com 121 máquinas trabalhando.

A P1 é conhecida por abrigar presas de crimes de repercussão e tem entre as detentas Suzane von Richthofen, que cumpre pena pelo assassinato dos pais em 2002; Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido em 2012; e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni.

As três estão no regime semiaberto e trabalham em atividades internas para remissão de pena. Ao todo, as duas penitenciárias têm juntas 1.024 detentas. Todas as que trabalharem na produção das máscaras serão coordenadas pela Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), vinculada à SAP.

Preparo

De acordo com a pasta, as oficinas de confecção foram higienizadas e foi criado um protocolo para garantir a higiene das peças, feitas em TNT duplo. Cada unidade terá o curso de R$ 0,80 ao governo e as máscaras serão vendidas a preço de custo.

Segundo o governador João Dória, a contribuição dos detentos no combate à pandemia é uma ação solidária e em todo o estado de São Paulo os presos vão auxiliar nas ações de prevenção ao coronavírus. Para isso, foram adquiridos insumos para produção de 320 mil máscaras descartáveis de proteção.

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