Rogério Marinho afirma que alianças serão ampliadas
O pré-candidato do Partido Liberal (PL) ao Senado Federal, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, avisa que até o início das convenções partidárias, em 20 de julho, os partidos aliados que apoiarão a pré-candidatura oposicionista de Fábio Dantas (SD) “terá projeto político consolidado com apoios mais vigorosos”. Em entrevista ao Programa Tribuna Livre, da Rádio Jovem Pan News Natal, ontem, o ex-ministro também fez críticas ao “imobilismo administrativo” do atual governo, classificou de “contorcionista” o ex-prefeito Carlos Eduardo, seu concorrente a senador, e considerou como “positiva” a pré-candidatura ao Senado do deputado federal Rafael Motta (PSB) “pela pluralidade democrática”.
Rogério Marinho ainda traçou como será o seu comportamento político, caso seja eleito senador em outubro, mas respondendo à pergunta de um ouvinte, já no fim da entrevista, por não ter optado por disputar o governo do Estado, disse que esse é um projeto político para o futuro, “se estiver vivo e com saúde”.
“É evidente, que não há nada mais honroso para quem faz a vida pública do que governar do seu Estado, é um sonho que não está arquivado, mas espero que haja outra oportunidade no futuro próximo, se eu estiver vivo e estiver com saúde”, disse.
Rogério Marinho explicou que recebeu a convocação do presidente Jair Bolsonaro para exercer o cargo que ocupou recentemente, bem como tinha orgulho pelo que fez na área de segurança hídrica para a região Nordeste e, principalmente, para o Rio Grande do Norte. “Não é o orgulho da soberba, mas do dever cumprido, da ação realizada e da oportunidade de servir ao povo brasileiro, e em especial ao Nordeste e ao meu Estado”, acrescentou.
“Eu tenho uma gratidão muito grande ao presidente Bolsonaro, não tem registro na história da nossa República desde 1889, de um presidente que tenha se interessado, incomodado, realizado tanto pelo Nordeste como Bolsonaro”, disse o ex-ministro.
Segundo Marinho, o presidente pediu para que fosse candidato ao Senado, porque ele (Bolsonaro) “acredita que é importante e necessário, que dentro do Senado haja uma representação de pessoas que têm um pensamento conservador e afinado com esse projeto de transformação do país”.
Quanto aos apoios fechados à sua pré-candidatura de senador e do ex-vice-governador Fábio Dantas ao governo, Rogério Marinho disse que até o fim do prazo das convenções partidárias, em 05 de agosto, o seu grupo de oposição trabalhará para “buscar outras forças e partidos políticos para engrossarmos o caldo e termos realmente uma alternativa de mudança”.
Para Marinho, o eleitor “vota sobretudo com a esperança de que vai mudar para melhorar a sua vida, dos seus filhos, familiares e esse é o legado que a política pretende e deve mostrar , é um trabalho diuturno de manter diálogos, buscar convergências e afinidades”.
Segundo Marinho, esse trabalho “não vai se exaurir” agora: “Temos até o período do início das convenções para apresentarmos um projeto consolidado com apoios mais vigorosos, inclusive do ex- deputado e prefeito Álvaro Dias e do prefeito Allysson Bezerra e outros prefeitos que se somarão ao nosso projeto”.
O ex-ministro Rogério Marinho também criticou o governo Fátima Bezerra (PT) pela incapacidade de atrair empresas, gerar emprego e renda e de não ter uma política de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. “Nós temos um potencial enorme não realizado, e não é culpa só desse governo, é porque historicamente as pessoas têm se preparado para serem bons candidatos, e infelizmente são péssimos administradores”.
Na avaliação do ex-ministro, “quem paga o preço por isso, é a população, porque quem senta na cadeira de governador do Estado, precisa tomar medidas, que aparentemente são duras, mas serão eficazes para permitir que o Estado possa se voltar para o conjunto da população”.
Rogério Marinho afirmou que “não adianta estarmos preocupados apenas para o que pensa o sindicato, a gente que se preocupar com o que pensa a dona de casa, a nossa postulação de pré-candidato ao Senado da República, pretende principalmente inserir de volta o Rio Grande do Norte, na relevância das grandes discussões nacionais”.
Rogério Marinho citou exemplificou que políticos potiguares, como Fernando Bezerra, José Agripino, Garibaldi Alves Filho e Geraldo Melo, para criticar a incapacidade de parte da atual classe política do Rio Grande do Norte, pois “todos eram líderes de oposição ou do governo, eram ministros de Estados, eram presidentes do Congresso Nacional, mas “o que nós vemos hoje, é que nossa representação, infelizmente, não está participando das grandes discussões nacionais e isso penaliza o Estado”.
Eleitorado no exterior cresce 24%
Os candidatos a presidente da República vão disputar neste ano um eleitorado significativo fora do País. Pela primeira vez, a chamada Zona Eleitoral Exterior ultrapassou a casa dos 600 mil eleitores cadastrados na Justiça Eleitoral, sendo, agora, maior do que a população apta a votar em Estados como Roraima, Acre e Amapá.
Até março, houve um aumento de quase 116 mil eleitores da comunidade brasileira no Exterior desde maio de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral concluiu o cadastro para as eleições naquele ano. Apesar do crescimento, esses eleitores costumam receber pouca atenção dos candidatos, principalmente por causa da dispersão no mundo. A Zona Eleitoral Exterior representa apenas 0,4% do total de pessoas com título regular no País: 148,3 milhões.
O número parcial de registros representa um acréscimo de 24%, em comparação com o de quatro anos atrás. Em maio de 2018, a comunidade de eleitores no exterior era de 487.472 pessoas. Agora, com dados até março, são 603.391. Um novo balanço deve ser divulgado até meados de julho. O ritmo de crescimento, porém, caiu em relação ao intervalo entre maio de 2014 e maio de 2018. Naquela época, o número absoluto passou de 337.452 para 487.472 ou 44% a mais.
No primeiro turno de 2018, o presidente Jair Bolsonaro recebeu 58,7% dos votos e Ciro Gomes ficou em segundo com 14,5%. O petista Fernando Haddad figurou em terceiro com 10%. No segundo turno, Bolsonaro levou 71% dos votos contra 28% de Haddad.
Para o pleito de 2022, o presidente vai disputar a reeleição com a imagem no Exterior abalada. Durante sua gestão, houve críticas em especial à China e a países europeus. Bolsonaro também perdeu apoio do governo dos Estados Unidos, após a derrota de Donald Trump para o democrata Joe Biden. Apesar dos processos que sofreu no Brasil por causa da Lava Jato – anulados depois por decisão do Supremo Tribunal Federal -, Lula ainda preserva canais políticos com a comunidade internacional. Na semana passada, por exemplo, foi capa da revista ‘Time’.
Em geral, as campanhas presidenciais não desenvolvem estratégias específicas para esse público, que tem a chance de contato com os candidatos durante as viagens prévias às eleições. São exemplos recentes os encontros da Brazil Conference, nos Estados Unidos, em que Ciro Gomes (PDT) esteve presencialmente, e o tour do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Europa.
Assim como os antecessores, o presidente Jair Bolsonaro reservou espaços na agenda ao longo do mandato para se encontrar pessoalmente com integrantes da comunidade brasileira, por exemplo, em Miami, nos Estados Unidos, e em Tóquio, no Japão, duas das mais numerosas. Por outro lado, foi hostilizado e alvo de protestos de críticos em Nova York e em Roma.
Ex-ministro diz que adversário atingiu a população
O ex-ministro Rogério Marinho avaliou as declarações do ex-prefeito Carlos Eduardo, de que os prefeitos do Rio Grande do Norte “estavam com os bolsos abarrotados de dinheiro de emendas parlamentares”. Marinho disse que não se sentiu atingido por essa crítica: “Acho que atingiu a população e os administradores, porque alguém que pretende ser representante do governo do Estado, achar ruim que recursos venham para o seu Estado e para os seus municípios, é no mínimo leviandade ou talvez um pouco de de desconhecimento ou muito desconhecimento de como funciona a máquina pública, porque ao longo de quatro períodos de administração como prefeito, que me conste, o ex-prefeito Carlos Eduardo sequer participou da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte”.
Rogério Marinho disse que o ex-prefeito de Natal e seu principal adversário na corrida ao Senado, “nunca foi uma pessoa agregária, participativa, tem muita dificuldade em sair da bolha em que ele se encontra”.
Segundo Marinho, recentemente o ex-prefeito de Natal “começou a falar da questão trabalhista, até brinquei, ele é a pessoa menos qualificada para falar a respeito do assunto, faz quatro anos que ele não trabalha, depois que deixou a prefeitura em março de 2018”.
“Ao que me consta vive de renda, então alguém que é rico o suficiente para viver de rendas, tem dificuldade de compreender o que é o mundo do trabalho, o que é uma carteira assinada, o que são as dificuldades de quem tem de acordar todos os dias pela manhã e ganhar o pão de cada dia para sustentar as suas famílias”, acrescentou o ex-ministro.
Com relação ao fato de Carlos Eduardo estar em eventualmente em dois palanques na campanha presidencial, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional disse que o ex-prefeito “nunca foi muito coerente, em 2018 ele estava defendendo Bolsonaro (2º turno), criticando Lula e a governadora de uma forma muito contundente, diria até deselegante, porque não se deve adjetivar a crítica, pode fazer uma crítica sobre administração e posicionamentos, evito adjetivar, faço questão de não fazê-lo, e hoje ele está ao lado de Fátima, ele vai ter de dar muita explicação ao eleitor, e o pior, ao lado de Lula, e pior ainda, o partido dele tem um candidato a presidente, que é o Ciro Comes”. As informações são da Tribuna do Norte.
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