Porto de Natal registra aumento de 107% na movimentação em 2024; diretor da Codern pede mais investimentos

O Porto de Natal teve um aumento significativo de 107% na movimentação de cargas em 2024, comparado ao ano anterior, conforme anunciado por Paulo Henrique de Macedo Carlos, diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (20). Durante o ano de 2024, o porto exportou mais de 135 mil toneladas de frutas, principalmente das safras de 2023 e 2024.
Apesar do expressivo crescimento na movimentação de cargas, o terminal portuário enfrenta sérios problemas de infraestrutura. A Codern estima que sejam necessários R$ 127 milhões em investimentos para modernizar e melhorar as condições do porto. Em 2025, a Codern pretende investir R$ 8,5 milhões na recuperação de galpões e armazéns e na instalação de uma usina fotovoltaica no Porto de Natal, mas, até o momento, dispõe apenas de R$ 6,5 milhões para esses projetos.
Um dos maiores desafios, segundo Paulo Henrique, é a dragagem do Rio Potengi, necessária para permitir a chegada de navios maiores. A dragagem está orçada em R$ 60 milhões, dos quais R$ 36 milhões já estão garantidos. O diretor também destacou a necessidade urgente de melhorias no acesso ao porto, já que o canal de entrada está “absurdamente assoreado”, o que já causou o encalhe de embarcações. Além disso, ele apontou a falta de defesas na Ponte Newton Navarro, que limita a operação do porto durante o nascer e o pôr do sol, prejudicando negócios e a capacidade de movimentar navios.
O plano de investimentos da Codern também inclui a pavimentação asfáltica do pátio do Porto de Natal, com recursos próprios de R$ 1,5 milhão. Para outras melhorias, como o canal de acesso e a reforma de armazéns, a empresa conta com recursos do Novo PAC, programa do Governo Federal.
Paulo Henrique destacou a importância da parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal para garantir os investimentos necessários para o crescimento e a modernização do Porto de Natal, embora reconheça que os recursos ainda não são suficientes para cobrir todas as necessidades.
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