Há 30 anos trabalhando no carnaval de Caicó, ambulante parelhense diz que “multidão não é sinônimo de bom lucro”
Ailton Francisco de Lima, 61 anos, natural de Parelhas, conhece mais o carnaval de Caicó que muitos caicoenses. Ele trabalha há 30 anos em meio à maior folia momesca do Seridó e explica a experiência de todos esses anos frente à grande festa na terra de Sant’Ana.
Em três décadas trabalhando somente no carnaval de Caicó, Ailton diz que vendia três isopores cheios de bebidas variadas. Atualmente, com um público três ou quatro vezes maior, ele afirma que não consegue vender um único isopor.
Para Ailton, o problema de vender menos está na quantidade de ambulantes, que se multiplica a cada ano, gerando dividendos com números cada vez mais insuficientes para dar continuidade a esse trabalho que sustenta sua família.
”Quando comecei vir para o carnaval de Caicó, há 30 anos, que ficava aqui em frente ao antigo Hotel Vila do Príncipe (hoje é o prédio administrativo da prefeitura), era um pouquinho de gente girando em torno do palco, mas eu vendia três isopores em 5 dias. Hoje são 10 dias de festa e não vendo um isopor cheio, mesmo tendo 3, 5 ou 10 vezes mais gente”, finaliza Ailton, que culpou, como já dito acima, a quantidade exagerada de ambulantes vindos de outros municípios.
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