Para baratear o combustível, governo federal aumentará dose de álcool para 30%; Instituto afirma que o E30 passou nos testes

O Instituto Mauá apresentou os testes com a gasolina E30, que aumenta a mistura de etanol no combustível para 30%. Como já era esperado pelo Instituto, não houve grandes alterações em comparação com a gasolina atual (E27) e a implementação do E30 pode começar em breve.

Para os testes, foram usados 16 modelos de veículos leves, com motores entre 1.0 até 2.5 e que foram fabricados entre 1994 e 2024, correspondendo às fases L2 a L8 do Proconve. Além disso, havia no grupo, além dos carros a combustão, modelos híbridos. 

Entre as motos, foram selecionados 13 modelos entre 100 e 600 cilindradas, fabricadas entre 2004 e 2024 (fases M1 a M5 do proconve). 

Nenhum deles, entre carros e motos foram divulgado e o combustível usado tinha uma taxa de etanol variável, que podia chegar aos 32% (E32). Vale lembrar que a Lei do Combustíbel do Futuro, prevê que a gasolina Brasileira chegue aos 35% de etanol na mistura, com esse aumento sendo feito de maneira gradativa.

Os testes se dividiram, basicamente, em três etapas: ensaios a frio, a quente e de emissões. Nos testes a frio, o objetivo era testar nos carros a capacidade de partida em baixas temperaturas, estabilização em marcha lenta e o comportamento da aceleração.

No teste de estabilização de marcha lenta, a coordenadora do núcleo de homologações e certificações do Instituto Mauá, Luana Camargos, relatou que apenas um veículo apresentou problemas com o novo combustível, mas que não foi significativo.

Nas acelerações a frio, feitas de 0 a 50 km/h, a engenheira também informou que apenas um dos carros apresentou problemas, mas que se deram devido a um problema na bomba de combustível e que não se relaciona ao E30.

Também foram feitos quatro ensaios de retomada: 40-80 km/km; 60-100 km/h; 80-120 km/h; 15-50 km/h. Todos com o objetivo de avaliar a dirigibilidade e desempenho. Apenas na retomadas de 80 a 120 km/h os veículos mais antigos (lançados entre o L2 e L3) apresentaram variações significativas, que iam de -1,38 s e + 2,24. O Instituto relacionou isso pelos carros já estarem “no limite da operação”, por conta da idade.

Já na aceleração de 0 a 100 km/h, o objetivo foi testar se os sistemas de injeção e os bicos injetores teriam algum problema com a gasolina E32. Houve três casos com variações mais significativas, que variaram entre -0,23 s e 0,61, o que foi considerado insignificante pela equipe.

Já na aceleração de 0 a 100 km/h, o objetivo foi testar se os sistemas de injeção e os bicos injetores teriam algum problema com a gasolina E32. Houve três casos com variações mais significativas, que variaram entre -0,23 s e 0,61, o que foi considerado insignificante pela equipe.

Por fim, os testes de emissões também não apresentaram nenhuma diferença em relação à gasolina E27, o que já era esperado. A ideia com o aumento de etanol na mistura não é reduzir as emissões de CO2 no escapamento dos carros, mas sim melhorar o ciclo de carbono, uma vez que a cana de açúcar (matéria prima do etanol) captura o gás carbônico na atmosfera.

Para as motos, os modelos carburados sofreram com a partida a frio independente do combustível. Assim como nos carros, o Instituto também não encontrou variações significativas nos testes de aceleração, retomada e emissões.

Desse modo, entre carros e motos, todas as variações encontradas não estão relacionadas à gasolina, mas sim a idade, tecnologia e manutenção dos carros e motocicletas avaliados.

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