Vídeo: Mãe denuncia “sequestro institucional da filha” em ação envolvendo assessora de Arthur Lira e a PRF

A empresária e mãe Márcia Aparecida Santos Costa denuncia ter sido impedida de exercer seu direito legal de convivência com a filha Maria Cecília, mesmo amparada por decisão judicial que garante a guarda compartilhada com residência fixa da criança sob sua responsabilidade. Segundo ela, a filha foi retirada de sua companhia com apoio de forças policiais e sem respaldo judicial, em um caso que pode configurar grave violação de direitos e uso indevido do aparato estatal.

Márcia relata que, em dezembro de 2024, o pai da criança, Diego Nunes Seixas Matos, teria viajado com a menor para passar metade das férias escolares – conforme previsto em acordo homologado pela 1ª Vara de Família de Lauro de Freitas (BA) – mas não a devolveu conforme o combinado judicialmente. A criança foi levada para Maceió (AL) sem autorização da mãe e sem qualquer decisão judicial que transferisse a guarda.

“Ele sumiu com ela. Eu não sabia onde minha filha estava. Só descobri que ela estava em Maceió depois que entramos com ação de busca e apreensão aqui na Bahia. E, mesmo com decisão favorável, só depois da ordem judicial ele me permitiu ter contato com minha filha por telefone”, relata a mãe.

A decisão judicial de março de 2023, homologada pela juíza Luiza Elizabeth de Sena Sales Santos, fixou a residência da criança com a mãe, garantiu visitas alternadas ao pai e estabeleceu multa e possibilidade de medidas legais em caso de descumprimento.

Mesmo assim, segundo a denúncia, quando a mãe viajou a Maceió em abril de 2025 para buscar a filha, com base na decisão judicial, foi surpreendida por uma articulação supostamente política e policial que resultou na retirada forçada da criança.

“Depois que peguei minha filha na escola, fomos seguidos por um carro com a mulher dele, Sara Uchôa, que segundo eles mesmos disseram é assessora de Artur Lira. Eles disseram que ‘mandam em Maceió’ e usaram a Polícia Rodoviária Federal para nos parar. De lá, chamaram polícia militar, civil, conselho tutelar e até o prefeito de São Miguel dos Campos estava presente”, afirma Márcia.

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