AVC ainda é uma das principais causas de morte no Brasil, apesar de avanços no combate à doença

O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, continua sendo uma das maiores ameaças à saúde pública no Brasil. Só nos primeiros meses de 2025, entre 1º de janeiro e 5 de abril, mais de 18 mil pessoas morreram em decorrência da condição — uma a cada sete minutos, segundo dados dos Cartórios de Registro Civil. Em 2024, os óbitos chegaram a quase 85 mil. No mundo, os números são igualmente preocupantes, com projeções que apontam para até 10 milhões de mortes por ano até 2050.
Apesar da gravidade, especialistas apontam uma redução significativa na taxa de incidência e mortalidade por AVC nas últimas décadas. No Brasil, houve queda de 47,7% nos casos e 62,2% nas mortes entre 1990 e 2021. No entanto, o ritmo desse progresso diminuiu, especialmente nos últimos anos. Por isso, em abril de 2025, foi criada a Coalizão Mundial de Ação contra o AVC, com a participação da neurologista brasileira Sheila Martins, que destaca a importância de políticas públicas eficazes e contínuas para enfrentar o problema, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação.
Entre os principais desafios, estão a desigualdade regional no acesso ao tratamento — com 77% dos centros de AVC concentrados nas regiões Sul e Sudeste —, o subdiagnóstico da hipertensão, principal fator de risco, e a dificuldade de acesso à reabilitação após o evento. A coalizão defende ações como aferição obrigatória de pressão arterial em postos de saúde, financiamento a inovações no cuidado ao AVC e envolvimento direto de pacientes e cuidadores na formulação de políticas. O objetivo é transformar o cuidado com o AVC em uma estratégia integrada, desde a prevenção até a reintegração do paciente à vida cotidiana. As informações são da Tribuna do Norte.
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