Empresas independentes lideram retomada da indústria do petróleo no RN

A produção de petróleo em terra no Rio Grande do Norte voltou a crescer após anos de estagnação provocada pelos desinvestimentos da Petrobras. Com a saída da estatal e a chegada de produtores independentes — as chamadas “Oil Juniors” — o Estado vive um novo ciclo de retomada. De acordo com dados da ANP, entre dezembro de 2020 e março de 2025, a produção saltou de 14,1 mil para 38,5 mil barris de óleo equivalente por dia. Hoje, empresas como Brava Energia e PetroReconcavo operam 100% dos campos terrestres no Estado, assumindo ativos que estavam desativados ou com produção reduzida.

Os investimentos no setor também se intensificaram: foram mais de R$ 2 bilhões injetados na economia potiguar nos últimos cinco anos, com expectativa de chegar a R$ 6 bilhões até 2029. O impacto já é visível no aumento da arrecadação estadual — somente no primeiro trimestre de 2025, o RN arrecadou cerca de R$ 173,9 milhões em royalties, um crescimento de 26,23% em comparação com o mesmo período do ano passado. A Brava, principal produtora do Estado, foi responsável por mais de 24 mil barris/dia em abril, enquanto a PetroReconcavo produziu uma média de 13,3 mil boe/d no primeiro trimestre.

Apesar do avanço, ainda há desafios. O setor aponta entraves no licenciamento ambiental como um dos principais gargalos para acelerar novos projetos. Mesmo assim, especialistas avaliam que o ambiente é positivo e tende a se fortalecer com a diversificação de operadores, aumento da oferta de empregos e movimentação da cadeia produtiva local, especialmente na região de Mossoró. O Rio Grande do Norte mantém, assim, sua posição de destaque como o maior produtor de petróleo em terra do Brasil.

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