Marinho e Wagner debatem fraude em aposentadorias e divergem sobre instalação de CPMI

Em debate ao vivo na GloboNews, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), discutiram as recentes denúncias de fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões. Marinho afirmou que as irregularidades foram inicialmente reveladas por reportagens jornalísticas, e não por órgãos de controle, criticando a postura do governo em continuar com práticas que ele classificou como “crime hediondo contra pessoas frágeis e hipossuficientes”. Para o senador, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) é essencial para garantir investigações independentes e sem favorecimentos.

Wagner, por sua vez, defendeu a atuação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, afirmando que desde 2023 as apurações estão em curso, com dez inquéritos já abertos. Segundo ele, não há tentativa de acobertar os fatos por parte do governo, e sugeriu que há uma tentativa de politizar o tema. O líder governista alegou ainda que a maior parte das fraudes foi cometida por entidades recém-criadas, que teriam se organizado para explorar os recursos da Previdência Social de forma criminosa.

Apesar do embate, Marinho reforçou que a CPMI possui os mesmos instrumentos legais de investigação que os órgãos de controle e que sua instalação seria um serviço à sociedade. O senador ainda criticou a tentativa do governo de controlar a relatoria e a presidência da comissão, alegando que isso comprometeria a imparcialidade dos trabalhos. Ele concluiu alertando que parlamentares que tentarem proteger o governo terão dificuldades em suas próximas eleições, enquanto Wagner afirmou não temer a comissão, desde que ela se baseie nos dados já coletados pelas autoridades competentes.

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