Cortes no Orçamento dos Institutos Federais batem R$ 100 milhões para 2026; Os IFRNs vão ter R$ 7 milhões a menos

O ano de 2026 tende a ser um dos mais desafiadores para os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia desde a criação da Rede Federal, em 2008. Apesar do discurso do governo de que “educação é investimento”, o orçamento aprovado pelo Congresso Nacional aponta reduções expressivas que afetam diretamente o funcionamento das instituições e a permanência estudantil.

De acordo com dados presentes em relatórios e documentos oficiais, os Institutos Federais sofreram um corte de R$ 61 milhões no orçamento previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026. A assistência estudantil vinculada aos IFs também foi reduzida em R$ 39 milhões. Somados, os cortes chegam a R$ 100 milhões. Além disso, houve diminuição de recursos destinados à ciência e tecnologia, incluindo bolsas da Capes e do CNPq.

Essas reduções fazem parte de um cenário mais amplo: toda a Rede Federal de ensino superior — universidades e institutos — perdeu cerca de R$ 488 milhões em recursos discricionários, usados para despesas básicas como água, energia, limpeza, manutenção e bolsas estudantis.

Segundo o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif), mais de R$ 186,8 milhões foram retirados diretamente do orçamento da Rede em um momento de expansão e de fortalecimento de políticas essenciais, como a alimentação escolar. O órgão alerta que os cortes podem comprometer a assistência estudantil, a infraestrutura, serviços terceirizados e a continuidade de cursos e projetos de pesquisa e extensão.

No caso do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), ainda não há dados oficiais detalhados sobre o impacto específico em 2026. No entanto, diante do corte global aplicado aos IFs, é esperado que a instituição também enfrente restrições no custeio e no apoio aos estudantes, a exemplo do que ocorre em toda a Rede Federal.

Nos Institutos Federais do Rio Grande do Norte o corte vai alcançar os R$ 7 milhões.

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