Incêndio em festa de Ano Novo mata 40 pessoas e deixa mais de 100 feridos em bar na Suíça
Um incêndio de grandes proporções durante uma festa de Ano Novo deixou 40 mortos e ao menos 115 feridos, a maioria em estado crítico, na madrugada de 1º de janeiro de 2026, na cidade de Crans-Montana, uma das mais conhecidas estações de esqui da Suíça. A tragédia ocorreu nas primeiras horas do novo ano e chocou o país.
Segundo a polícia local, a fumaça começou a se espalhar por volta da 1h30, no horário local. Dois minutos depois, às 1h32, as primeiras equipes policiais chegaram ao local após um pedido imediato de socorro. Em seguida, paramédicos e bombeiros iniciaram o combate às chamas.
Apesar da rápida mobilização — que contou com 13 helicópteros, 42 ambulâncias, dois caminhões de resgate e cerca de 150 socorristas —, a velocidade do fogo e a grande quantidade de fumaça impediram que a tragédia fosse evitada.
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Testemunhas relataram momentos de desespero. “Não tinha saídas de emergência. Eu quebrei o vidro, mas tinha tanta fumaça que não dava para ver nada. As pessoas ficaram sufocadas”, contou uma sobrevivente à correspondente Bianca Rothier, que esteve na cidade.
O incêndio ocorreu no Le Constellation, bar tradicional da região, com mais de 40 anos de funcionamento, localizado em um prédio de dois andares. O português Ricardo Izequiel, frequentador do local, destacou as dificuldades estruturais. “As escadas de entrada e saída são muito estreitas. Alguns jovens tentaram apagar o fogo no teto, mas não conseguiram. Parece que havia produtos inflamáveis”, relatou.
A Promotoria suíça descartou a hipótese de ataque terrorista e investiga diversas causas para o incêndio. A procuradora do caso afirmou que há indícios de que o fogo tenha provocado também uma explosão. De acordo com testemunhas, as chamas teriam começado após o uso de velas pirotécnicas colocadas em garrafas de champanhe durante uma apresentação no bar.
“Era como um show. Uma garçonete subiu no ombro da outra com duas garrafas e as velas. Elas levantaram muito alto e o teto começou a pegar fogo”, relatou o jovem Axel.
As investigações seguem em andamento.
Com informações do G1/Jornal Nacional.
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