Rachel Sheherazade condena ataque dos EUA à Venezuela, é criticada, mas mantém vídeo no ar apesar da pressão

A jornalista Rachel Sheherazade publicou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela e à postura do então presidente norte-americano, Donald Trump. Mesmo após sofrer ataques e questionamentos de internautas, ela decidiu manter o conteúdo publicado, reafirmando que se trata de sua opinião.

No vídeo, Rachel afirma que o discurso usado pelos Estados Unidos para justificar intervenções militares — como defesa da democracia, combate ao autoritarismo ou ao terrorismo — se repete ao longo da história e encobre interesses econômicos. Segundo ela, o próprio Trump teria deixado isso explícito ao mencionar, em uma mensagem divulgada pela Casa Branca, a intenção de recuperar petróleo e outros ativos venezuelanos.

A jornalista classifica como “arrogante” a postura do governo norte-americano e afirma que os EUA são movidos pela ganância e por uma convicção de superioridade. Ela relembra intervenções militares em países como Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia e Cuba, além do uso de bombas atômicas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, citando o impacto sobre civis inocentes.

Rachel ressalta que não apoia ditaduras, sejam de esquerda ou de direita, mas defende que os rumos políticos da Venezuela dizem respeito exclusivamente ao povo venezuelano. Ela invoca o princípio da autodeterminação dos povos, previsto no direito internacional, e afirma que nenhuma nação tem o direito de intervir ou invadir outra.

Ao final, a jornalista alerta que a invasão de um país latino-americano serve como sinal de que a “lei do mais forte” ainda prevalece nas relações internacionais e que países ricos em recursos naturais podem se tornar alvos. Mesmo diante da repercussão negativa, Sheherazade declarou que manteria o vídeo no ar por considerar legítima a manifestação de sua opinião.

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