RN supera média nacional e tem dois cursos de Medicina com nota máxima e um curso com nota 2

O Rio Grande do Norte ficou acima da média nacional na primeira edição do ENAMED, com dois cursos de Medicina com conceito máximo (5), ambos da UFRN, em Natal e na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), em Caicó. No Estado, UERN, UFERSA e UnP ficaram com conceito 4, enquanto a Facene/RN, em Mossoró, apareceu com conceito 2.

O ENAMED substitui a prova do Enade para os cursos de Medicina e passou a ser a base de dados para indicar a qualidade do curso, além de poder ser usada pelo estudante como parte do caminho para programas de residência médica via Exame Nacional de Residência (Enare).

Pela metodologia do Inep, no ENAMED, “proficiente” é o concluinte que atingiu ou superou um padrão mínimo de desempenho esperado ao final do curso de Medicina. Ou seja, um aluno que, pela metodologia do exame, demonstra as competências e habilidades mínimas alinhadas às diretrizes curriculares nacionais para a formação médica. Para o ENAMED 2025, a nota de corte do nível Proficiente ficou em 60.

Ou seja, o conceito do curso, que varia entre 1 e 5, passa a depender, principalmente, de quantos concluintes atingiram a pontuação de “proficientes”. Dessa forma, quanto maior o percentual de proficientes, maior o conceito da instituição de ensino. E, para conceito 5, o curso precisa ter, pelo menos, 90% ou mais dos concluintes acima desse corte.

Para o Conselho Regional de Medicina do RN (CREMERN), o ENAMED contribui, mas não esgota a avaliação da formação. Segundo o presidente, Marcos Jácome, o exame “mede um recorte do conhecimento” e a qualidade real depende do treino prático supervisionado, com estrutura como hospitais-escola e ambulatórios. “Para que um médico atue com dignidade, ética e segurança técnica, a formação deve ir muito além da aprovação em testes teóricos. A excelência médica é sustentada por um tripé: Conhecimento Técnico: Base científica sólida; Orientação Psicoética: Atendimento humanizado e conduta ética e Ambiente Prático Adequado: Este é o ponto crítico. A Medicina exige um campo de prática robusto (hospitais-escola e ambulatórios) onde o estudante possa exercitar suas habilidades sob supervisão”, afirmou Jácome.

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