Carta ao povo: Álvaro Dias e o barulho do primeiro dia

Hoje acordei sabendo que o primeiro dia depois do anúncio nunca é silencioso. Nunca foi. É sempre o dia em que as vozes se levantam, as análises brotam e os rótulos são distribuídos com pressa. Soube que disseram que a direita perdeu força. Que meu nome não empolga. Que não é consenso. Que outros seriam mais fortes, mais “eleitos”, mais óbvios. Soube até que me chamaram de plano B, como se a política fosse uma planilha e o futuro coubesse em uma alternativa descartável.

Ouvi tudo isso chegando aos meus ouvidos. E deixei passar.

Escrevo esta carta não para responder a críticos, mas para falar com quem importa: o povo. Porque não aprendi a fazer política escutando desânimo, nem calculando eleição por manchete ou comentário de bastidor. Aprendi na rua, no mandato, no embate, no desgaste e na persistência.

Disseram que a direita não gostou. Mas direita não é sala fechada nem grupo de WhatsApp. Direita é eleitor, é cidadão cansado de promessas vazias, é gente que quer governo, não discurso pronto. Disseram que outros nomes seriam imbatíveis. Já ouvi isso antes, muitas vezes. A política é cheia de “imbatíveis” que o tempo tratou de desmentir.

Também disseram que eu não serei competitivo. Essa talvez seja a crítica mais antiga de todas. Diziam isso quando disputei, quando governei, quando resisti. Competitividade não nasce da opinião alheia, nasce da disposição de ir até o fim.

Não me movo por aplauso fácil, nem me detenho em prognóstico pessimista. O barulho do primeiro dia é sempre o mesmo. Amanhã ele muda. Depois some. O que fica é o trabalho, a trajetória e a coragem de não recuar.

Aos que esperneiam, deixo claro: não escuto. Aos que duvidam, respeito, mas sigo. Aos que acreditam, caminho junto.

A estrada é longa. E eu nunca tive medo de estrada.

O texto é uma Crônica Política do blog Jair Sampaio

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