Governo diz que o novo aumento para itens de importação é só uma manobra para proteger a indústria brasileira
O governo brasileiro anunciou, no início deste mês, o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos adquiridos no exterior. Entre os itens atingidos pela medida estão os smartphones, além de bens de capital — como máquinas e equipamentos industriais — e produtos de informática e telecomunicações.
De acordo com o governo, a elevação das alíquotas, que pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, tem como principal objetivo proteger a indústria nacional brasileira, fortalecendo a produção interna e estimulando a geração de empregos no país. A avaliação da equipe econômica é de que a concorrência com produtos estrangeiros, muitas vezes beneficiados por subsídios ou custos menores de produção, vinha pressionando segmentos estratégicos da economia.
A medida impacta diretamente empresas e consumidores que recorrem ao mercado internacional para adquirir equipamentos e dispositivos eletrônicos. Com o aumento da tributação, a tendência é que os preços finais desses produtos importados fiquem mais elevados.
Importadores e representantes do setor produtivo manifestaram preocupação com a decisão. Eles argumentam que o encarecimento pode reduzir a competitividade, elevar custos para empresas que dependem de tecnologia estrangeira e gerar reflexos na inflação.
Por outro lado, o governo sustenta que o ajuste tarifário é necessário para equilibrar o mercado e dar condições mais justas à indústria nacional, especialmente em áreas consideradas estratégicas, como tecnologia e telecomunicações. A expectativa oficial é de que o fortalecimento da produção interna reduza a dependência externa e amplie investimentos no setor industrial brasileiro.
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