Dia de terror em Ouro Branco: estampidos da campanha de Amariudo aterrorizaram crianças com autismo e idosos

O que deveria ser mais um domingo comum em Ouro Branco transformou-se em um cenário de medo, pavor e desespero para dezenas de famílias. Crianças autistas, idosos, pessoas com necessidades especiais e animais foram diretamente afetados pela intensa e desordenada queima de fogos de artifício com estampidos registrada na cidade.

A gravidade da situação veio à tona após uma mãe enviar à redação do blog um vídeo com cenas angustiantes vividas por seu filho autista durante as explosões. Na imagem, é possível perceber o nível de sofrimento da criança, em meio a crises provocadas pelo barulho, evidenciando o impacto devastador desse tipo de prática.

Relatos semelhantes se multiplicam. Famílias descrevem momentos de verdadeiro terror dentro de casa, enquanto protetores de animais denunciam episódios de pânico, fugas e até mortes de animais. Para essas pessoas, o que para alguns é considerado “festa”, para outros representa dor, angústia e desespero.

Diante da repercussão e da comoção social, o presidente da Câmara Municipal de Ouro Branco Júnior Nogueira anunciou que colocará em pauta, em regime de urgência, durante a sessão da segunda-feira 13/04, um projeto de lei que visa proibir o uso de fogos de artifício que provoquem estampidos no município.

A proposta ré surge como uma resposta direta ao clamor popular e ao sofrimento enfrentado por parte significativa da população, que há anos convive com esse problema.

Familiares, protetores de animais e cidadãos sensibilizados com a causa estão convocando a população para se unir em uma mobilização nas redes sociais e também para comparecer à Câmara de Vereadores durante a sessão. O objetivo é demonstrar apoio à aprovação do projeto e reforçar a necessidade de uma cidade mais humana, empática e respeitosa.

Mais do que uma discussão sobre fogos de artifício, o momento exige reflexão coletiva: até que ponto a diversão de alguns pode justificar o sofrimento de tantos?

Ouro Branco vive agora uma oportunidade decisiva de avançar em políticas públicas de inclusão e respeito, transformando dor em mudança e garantindo mais dignidade para todos.

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