Rogério Marinho defende cautela em debate sobre jornada de trabalho e critica excesso de regulação do governo

O senador Rogério Marinho afirmou que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil, como o modelo 6×1, ainda é inicial e precisa ser conduzida com responsabilidade e análise dos impactos econômicos e sociais.

Segundo ele, a legislação trabalhista já permite diferentes formatos desde a reforma de 2017, da qual foi relator. Marinho destacou que a modernização garantiu a livre negociação entre empregadores e trabalhadores, com prevalência do acordado sobre o legislado, dentro de limites definidos.

“O Brasil já convive com jornadas diversas, como 6×1, 5×2, 4×3 e até modelos mais flexíveis, inclusive com trabalho remoto”, afirmou.

O senador criticou a tentativa de uniformizar regras para todos os setores, ressaltando que atividades distintas possuem realidades diferentes. Ele citou exemplos como indústria, serviços, cooperativas e eventos pontuais, como shows e partidas de futebol.

Para Marinho, tratar essas relações de forma igual pode gerar distorções. “São dinâmicas próprias, que exigem tratamentos específicos”, pontuou.

O parlamentar também criticou o excesso de regulação e burocracia, afirmando que isso pode prejudicar a competitividade do país. Ele citou ainda os desafios das novas formas de trabalho, como aplicativos e o avanço da inteligência artificial.

Sobre o tema no Congresso, explicou que neste momento está sendo analisada apenas a constitucionalidade da proposta. O mérito será debatido em comissão especial.

Marinho também questionou os custos de uma eventual redução de jornada sem corte salarial. “Se não houver definição, o custo pode ser repassado à sociedade, com aumento de preços”, alertou.

Por fim, afirmou que o PL ainda não tem posição fechada e aguarda o avanço das discussões. “É preciso avaliar os impactos econômicos, sociais e fiscais antes de decidir”, concluiu.

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