Itamaraty exonera servidora após banca racial contestar autodeclaração de cor negra ou parda: “Pele clara e cabelos lisos”
A oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores Flávia Medeiros, que protagoniza uma disputa judicial envolvendo cotas raciais no concurso do Itamaraty e sua permanência no cargo, foi exonerada nesta sexta-feira (22/5), menos de dois meses após tomar posse.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (22/5), registrada sob a portaria nº642 na data de 21/5/26. Flávia afirma viver agora um cenário de instabilidade financeira e emocional após a exoneração.
“Eu só tenho minha mãe, não venho de berço de ouro. Tudo que consigo é com muita luta. Se eu não trabalhar, não consigo pagar meu próximo aluguel”, desabafou.
A jovem, de 29 anos, trava uma batalha judicial desde 2024 após ter sido excluída das vagas reservadas para candidatos negros – ou seja, pretos e pardos, no concurso do Itamaraty durante o procedimento de heteroidentificação realizado pela banca Cebraspe.
Segundo os pareceres da banca, Flávia não apresentaria características fenotípicas compatíveis com a autodeclaração racial, por possuir “pele clara, traços finos e cabelos lisos”.
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