Ana Paula Renault defende Bolsa Família depois de vídeo de Luciano Huck

Ana Paula Renault, 44, campeã do BBB 26, usou as redes sociais, no último domingo (25), para falar sobre o Bolsa Família logo após o apresentador Luciano Huck, 54, criticar o programa durante participação em evento que reuniu empresários no litoral de São Paulo.

A campeã do BBB afirmou que o benefício é uma das políticas públicas “mais mal interpretadas do Brasil”.

Durante o evento, Luciano Huck disse que o Bolsa Família não consegue romper o ciclo da pobreza e afirmou que muitas famílias acabam encontrando formas de permanecer no programa por tempo indeterminado.

“[O Brasil] é muito ineficiente em todas as frentes. O prefeito da cidade de Senhor do Bonfim tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece? Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família. Na verdade, elas criam atalhos pra ficar no programa de distribuição de renda, de proteção social, ad eternum. A gente precisa criar um estímulo”, declarou Huck.

“Como é que você motiva a família que precisa, que necessita do Bolsa Família, a ter vontade de querer sair desse programa? […] Uma família no Brasil, pra sair da base da pirâmide social pra chegar na média da classe média brasileira, são nove gerações”, afirmou.

O posicionamento de Ana Paula Renault nas redes sociais veio pouco tempo após a repercussão da opinião do apresentador. Na publicação, mesmo sem citar o nome de Huck, a ex-BBB faz menção ao tipo de evento onde ele estava e às falas dele no local.

“O Bolsa Família talvez seja uma das políticas públicas mais mal interpretadas do Brasil. Durante anos, repetiram a ideia cruel de que o brasileiro recebe o benefício e ‘se acomoda’. Mas os dados contam outra história. Um estudo da FGV mostrou que, em dez anos, mais de 60% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família. Entre os jovens que eram adolescentes quando recebiam o benefício, esse número passa de 70%”, disse Ana Paula.

Ela continuou dizendo que o debate sobre o programa precisa ser baseado em dados e não em preconceitos.

“Criticar o Bolsa Família como se ele produzisse acomodação é ignorar evidência, ignorar desigualdade e, sobretudo, ignorar o Brasil real. O Brasil não precisa de menos proteção social. Precisa é de mais escola, mais emprego decente, mais qualificação, mais creche, mais oportunidade e menos preconceito fantasiado de opinião econômica”, completou.

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