Delegado e equipe de investigação são presos em operação policial no Estado da Paraíba
O delegado da Polícia Civil da Paraíba Braz Morroni, com mais de 18 anos de atuação na corporação, está entre os presos da Operação Perfidus, deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (2) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba. Além dele, também foram presos dois agentes da Polícia Civil e um ex-policial militar.
Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades do estado. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.
Segundo as investigações da DRACO, UNINTELPOL e GAECO, os integrantes da organização criminosa são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção, desvio de entorpecentes apreendidos e repasse de informações sigilosas para integrantes do crime organizado.
As apurações apontam que os investigados recebiam informações privilegiadas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes. Utilizando a estrutura e a aparência de legalidade proporcionadas pela atividade policial, o grupo realizaria ações clandestinas para beneficiar integrantes do tráfico.
De acordo com os investigadores, parte das drogas apreendidas era desviada e posteriormente comercializada de forma ilegal, inclusive dentro do sistema prisional. Os lucros obtidos com o esquema seriam divididos entre agentes públicos e demais integrantes da organização.
As investigações também revelaram indícios de manipulação de procedimentos policiais para dar aparência de legalidade às ações criminosas, além do vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais, permitindo a fuga de suspeitos e a continuidade das atividades do tráfico.
O nome da operação faz referência à palavra latina “Perfidus”, que significa “traidor” ou “desleal”, numa alusão à conduta atribuída aos investigados.
Braz Morroni, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT). Braz Morrone e outros dois agentes que também foram presos são suspeitos de repassar informações sigilosas para um grupo criminoso.
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