PF investiga Virginia Fonseca por movimentações financeiras milionárias; entenda

Em junho de 2025, Virginia Fonseca deixou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets sem ser indiciada, após a maioria dos membros rejeitar o relatório e o pedido de indiciamento da influenciadora e de mais 16 pessoas. No entanto, a ex-namorada de Vini Jr. agora é investigada pela Polícia Federal por movimentações envolvendo empresas vinculadas a ela, identificadas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo a revista Piauí.
A CPI das Bets investigava suspeitas de irregularidades no setor de apostas on-line. Na época, a famosa havia sido acusada de crimes de publicidade enganosa e estelionato, devido às propagandas com a Esportes da Sorte.
Foi devido aos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), da Coaf, anexados à Comissão, que ela passou a ser alvo das autoridades, que investigam a legalidade das operações financeiras da influenciadora e suas empresas, além da origem dos recursos movimentados, a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.
Uma das contas investigadas é a da Talismã Digital, empresa que mantinha com o ex-marido Zé Felipe. Entre março e setembro de 2024, a companhia de mídias digitais recebeu R$ 22,4 milhões. Deste montante, a AMP Pay Marketing e Negócios é apontada como uma das principais depositantes, que enviou R$ 17,7 milhões em cinco remessas via Pix.
O alerta partiu do Santander, já que a AMP Pay está registrada na categoria Simples Nacional, cujo regime permite apenas negócios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, ou R$ 400 mil por mês. Outro detalhe que chamou a atenção do banco foi que, além do montante não previsto na categoria, é que a empresa está localizada em um box comercial no Centro de Itajaí (SC).
A WPink, empresa de suplementos nutricionais de Virgínia, cujos sócios são Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, também entra no bolo da investigação, conforme a revista. O Mercado Pago Instituição de Pagamento comunicou o Coaf em março de 2025 sobre operações financeiras realizadas entre 2 de janeiro e 13 de março do mesmo ano, em que os créditos da conta somavam R$ 43,6 milhões e os débitos chegavam a R$ 43,5 milhões.
As movimentações foram enquadradas como “atípicas”, pois o montante, aparentemente, não condizia com o faturamento mensal documentado pela empresa.
O Coaf também foi acionado pelo Banco Itaú sobre alerta de movimentações suspeitas por parte da Savi Cosméticos S.A., a Wepink, empresa que tem o faturamento anual declarado ao Banco Central de R$ 75 milhões.
Em maio de 2024, o banco Itaú informou sobre 190 transações, no total de R$ 502 mil, feitas entre 21 de novembro de 2023 a 21 de maio de 2024, a partir de depósitos feitos em caixas eletrônicos de variadas agências bancárias. Embora o recebimento em espécie seja usual no ramo de cosméticos, o sistema financeiro vê a maneira fragmentada de receber recursos como suspeita, pois pode maquiar a movimentação e o faturamento, além de esconder eventual origem ilícita do dinheiro.
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