Flávio Bolsonaro afirma defender construção de novos presídios no “modelo Bukele” e diz que não terá pena de quem rouba celular
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu que o Brasil adote uma política de segurança nos moldes do “modelo Bukele”, com construção de novos presídios de segurança máxima e endurecimento geral das leis penais para criminosos violentos.
Em evento em Brasília, ele afirmou que “marginais violentos” fazem cálculo de risco antes de cometer crimes e que o Estado tem obrigação de tratá-los com legislação mais dura. Segundo Flávio, a certeza de punição é o que muda o comportamento: “Qual é a conta que eles fazem?
‘Se eu roubar o celular aqui, qual o risco de eu ser preso? Nenhum! Então a gente não tem que ter pena de quem rouba celular”, disse ao explicar sua visão sobre endurecimento penal.
O senador citou como referência o Cecot, mega-presídio de El Salvador que concentra membros de f@cções sob regime rígido, e disse que o Brasil precisa “construir, sim, mais presídios” para esvaziar as ruas de criminosos reincidentes e acabar com a sensação de impunidade. Para ele, essa política teria também um efeito “educacional” ao mostrar que o crime passa a ter consequência real.
Flávio lembrou ainda que já foi aos Estados Unidos pedir que PCC e Comando Vermelho sejam enquadrados como organizações t3rroristas e tem defendido, em outras ocasiões, a criação de centenas de milhares de novas vagas no sistema prisional, redução da maioridade penal para delitos graves e penas mais altas para roubo de celulares.
A fala reforça a estratégia de se consolidar como candidato de linha dura na segurança pública em 2026, aproximando seu discurso do de Nayib Bukele, que é apresentado pela direita latino-americana como exemplo de enfrentamento direto às f@cções.
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