Após operação da PF apreender U$ 50 mil, Jaques Wagner nega propina e diz que valor é das diárias ao exterior
O senador Jaques Wagner (PT), que atua como líder do governo Lula no Senado, declarou nesta quinta-feira (18) que não recebeu nenhum valor do Banco Master, após ter sido citado na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Em entrevista à TV Band, ele explicou que os US$ 49 mil apreendidos pela PF correspondem a valores de diárias pagas pelo Congresso Nacional em viagens internacionais.
“O dinheiro vem de várias viagens que fiz ao exterior. Inclusive, pedi um levantamento: recebi cerca de 70 mil dólares em diárias. Para viajar, comprei moeda pelo Banco do Brasil. Portanto, não há nada a esconder. Em relação a esse valor, estou completamente tranquilo”, afirmou Wagner.
O senador também falou sobre um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, localizado no Horto Florestal, em Salvador. De acordo com ele, não houve transferência de bens.
Wagner disse que pretendia presentear a filha com o imóvel e, por isso, solicitou ao empresário Augusto Lima, conhecido como “Guga”, que realizasse a compra com a ideia de ele readquirir o bem futuramente.
“Jamais recebi recursos do Banco Master ou de Augusto Lima. Quanto ao apartamento, eu queria oferecer um imóvel desse tipo à minha filha.
Conversei com o Guga: você poderia comprar e depois eu recomprar? Não existe qualquer transferência de patrimônio para mim”, declarou.
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