Integrantes do PT defendem investigação de Wagner e dizem que não haverá “passa pano”

Integrantes do PT afirmaram que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deve ser investigado após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo da Folha de São Paulo, alguns aliados do partido avaliam que não deve haver uma defesa antecipada do senador e defendem que a investigação avance independentemente de quem esteja envolvido. Parte dos petistas também teria defendido que Wagner deixe a liderança do governo no Senado durante a apuração

Petistas defendem apuração “doa a quem doer”

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas, independentemente de quem esteja envolvido.

“O escândalo do Banco Master não é do governo Lula. Agora, se alguém de nós entrou no esquema, teve algum benefício, tem que ser investigado”, declarou.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse que a investigação deve seguir até o fim e que pessoas envolvidas em irregularidades precisam responder.

Críticas internas após defesa de Wagner

Um deputado do partido criticou a manifestação do presidente do PT, Edinho Silva, que afirmou confiar que Wagner apresentará explicações e comprovará sua inocência.

Segundo esse integrante da sigla, não seria possível “passar pano” para o senador diante das suspeitas levantadas pela investigação.

Para ele, uma defesa antecipada poderia enfraquecer o discurso do partido sobre o combate à corrupção e a defesa de investigações independentes.

Governo acompanha caso

Outro aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo precisa manter a posição de que a Polícia Federal deve investigar todos os envolvidos, inclusive pessoas próximas ao presidente.

A Operação Compliance Zero apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Wagner nega ter cometido qualquer irregularidade e afirma que os valores e negociações citados na investigação têm explicações legais.

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