Técnico Carlo Ancelotti explica escolha de Bruno para cobrar pênalti perdido e revela critério adotado pela Seleção

O técnico Carlo Ancelotti explicou neste domingo (5) por que escolheu Bruno Guimarães para cobrar o pênalti desperdiçado pela Seleção Brasileira na derrota para a Noruega. Segundo o treinador, a decisão foi baseada em um levantamento estatístico elaborado pela comissão técnica, que avaliou o histórico dos cobradores brasileiros e o perfil dos goleiros adversários.

Ancelotti afirmou que a ordem dos cobradores havia sido definida previamente. De acordo com ele, Neymar é o principal cobrador da equipe, seguido por Igor Thiago, Raphinha e Bruno Guimarães. Como os três primeiros não estavam em campo no momento da penalidade, a responsabilidade ficou com o volante.

“Escolhemos o Bruno Guimarães porque pensávamos que era o melhor em campo para bater”, afirmou o treinador.

A escolha, no entanto, chama atenção por um detalhe: Bruno Guimarães não é um cobrador habitual de pênaltis. Antes da cobrança diante da Noruega, o meio-campista havia batido apenas três penalidades em toda a carreira profissional.

A tentativa deste sábado marcou a quarta cobrança da carreira do jogador e a primeira defendendo a Seleção Brasileira em uma cobrança de pênalti durante o tempo normal de uma partida.

Apesar da justificativa de Ancelotti, o dado evidencia que o volante tinha pouca experiência na marca da cal, o que gerou debates entre torcedores e analistas sobre a decisão da comissão técnica. O treinador, porém, reforçou que a definição seguiu critérios técnicos e estatísticos, considerando os atletas que permaneciam em campo no momento da cobrança.

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