JANJA: primeira dama diz que ser conhecida como “gastadeira” em viagens no exterior é “misoginia pura”

A primeira-dama Janja da Silva disse, em entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e do UOL, que as críticas recebidas por sua fama de “gastadeira” em viagens internacionais são fruto de “misoginia pura” e de uma “estratégia da extrema-direita”. Segundo ela, parte dos gastos atribuídos à sua imagem correspondem à comitiva completa da viagem, e a classe executiva nos voos é uma exigência de segurança da Polícia Federal.

Levantamentos de imprensa mostram a origem das críticas. Segundo o Poder360, Janja já passou 23 dias a mais no exterior do que o próprio Lula desde o início do governo, em janeiro de 2023, e os custos anuais da equipe de assessoria dela giraram em torno de R$ 1,9 milhão em 2023 e 2024. O Estadão revelou, em dezembro de 2024, que a assessoria da primeira-dama gastou R$ 1,2 milhão só com viagens.

Uma das polêmicas envolveu artistas que apoiaram a candidatura de Lula, hospedados na embaixada brasileira em Roma dentro de um programa de diplomacia cultural. A viagem da cantora Fafa de Belém à Itália, em maio de 2024, incluindo dois shows, custou 45,1 mil euros aos cofres públicos, cerca de R$ 270 mil.

Em maio de 2025, a Justiça chegou a pedir explicações ao governo federal sobre os gastos com viagens da primeira-dama, após ação movida por um vereador e um advogado. Já em abril deste ano, porém, o Tribunal de Contas da União arquivou todos os processos relacionados a gastos e viagens de Janja.

Na entrevista, Janja também defendeu que o Congresso aprove o projeto de lei que criminaliza a misoginia, hoje parado na Câmara dos Deputados.

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.