Hemonorte recorre ao banco de sangue do Ceará para reforçar estoque

O Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) recorreu ao Hemocentro do Ceará (Hemoce) para reforçar seu estoque de sangue e receberá 100 bolsas de O positivo nesta terça-feira (14). Apesar da solicitação da unidade para os tipos O positivo e O negativo, que estão em nível crítico, o Hemoce conseguiu atender apenas à demanda pela tipagem positiva, com o intuito de evitar o desabastecimento no estado.
Segundo Ivana Vilar, diretora de Hemoterapia do Hemonorte, o apoio interestadual entre os hemocentros é comum.
“O Hemonorte faz parte da Hemorrede Nacional. Nós temos o hábito de estar sempre nos apoiando. Atualmente, nós nos encontramos com o estoque crítico dos tipos sanguíneos O positivo e O negativo. E, apesar de todas as tratativas que a gente tem feito e do trabalho de captação de doadores, continuamos com um estoque bastante crítico”, alerta.
De acordo com a diretora, o Hemonorte, assim como as demais unidades, solicita apoio às redes próximas, e o Hemoce conseguiu atender apenas à demanda do tipo O positivo.
Conforme Ivana Vilar explica, uma das dificuldades da unidade corresponde também a um desequilíbrio na distribuição referente aos tipos sanguíneos, reforçando que o O positivo e o O negativo são os mais críticos.
“Hoje, temos quase 500 bolsas no estoque. Não está tão ruim, está próximo do que a gente considera ideal, mas esse quantitativo não está distribuído igualitariamente entre todos os tipos”, pontua.
De acordo com o Hemonorte, atualmente, essa quantidade representa o apanhado geral da unidade, e a duração do estoque depende diretamente da procura. A cooperação interestadual foi uma medida eventual, conforme explica a gestora:
“Este ano a gente ainda não tinha precisado não. Mas, eventualmente em férias escolares, em períodos em que a gente está com algum vírus circulando na nossa cidade e que acarretam uma diminuição no número de doadores, acontece de a gente precisar, mas não é algo frequente”, pontua.
Para evitar desabastecimentos e momentos críticos na unidade, o Hemonorte ressalta a necessidade de conscientizar a população:
“A doação de sangue precisa ser mais difundida. Geralmente, as pessoas procuram o Hemonorte quando tem algum familiar ou amigo que vai fazer uma cirurgia, ou que sofreu um acidente e precisa de transfusão. Precisamos instigar as pessoas nesse espírito de solidariedade, não só num momento em que alguém conhecido está precisando, mas que isso se torne um hábito na vida das pessoas”, pontua.
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