Governo do Brasil nega vistos a oficiais dos EUA que acompanhariam as eleições presenciais

O governo Lula, através do Ministério das Relações Exteriores, recusou o pedido de visto de dois funcionários do governo dos Estados Unidos, alegando que eles viriam ao Brasil acompanhar e avaliar o sistema eleitoral brasileiro. O Departamento de Estado norte-americano negou que eles tivessem o objetivo de interferir nas eleições.

Os pedidos de vistos para os dois funcionários do Departamento de Estado americano, Riley Bernes e Samuel Samson, foram feitos na segunda-feira (20) ao Consulado Brasileiro em Washington. O Departamento de Estado americano equivale ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Segundo o Itamaraty, a justificativa oficial apresentada pelos americanos para ir ao país era fazer contatos eleitorais e promover discussões sobre liberdade de expressão. O governo dos Estados Unidos não detalhou os planos de viagem dos dois funcionários.

O Itamaraty informou que, que na sexta-feira (24), negou o visto para a entrada dos dois no Brasil.

Segundo fontes diplomáticas, o Ministério das Relações Exteriores identificou movimentos para uso político da visita, com iniciativas que poderiam ter a intenção de questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Apesar de o Brasil ter a tradição de receber observadores internacionais antes e durante as eleições, a avaliação é de que os dois funcionários americanos não se enquadram nessa classificação.

Escreva sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado.