Ator Wagner Moura lamenta alta rejeição, diz estar “cansado de ser odiado” e pede diálogo com a direita
O ator Wagner Moura, historicamente conhecido por seu ativismo de esquerda, reclamou da forte rejeição que enfrenta por parte do público brasileiro e declarou estar cansado de ser odiado.
A queixa ocorreu durante entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo. Diretamente da Grécia, onde realiza uma turnê teatral, o artista expressou o desejo de abrir pontes e debater ideias com os conservadores, destacando temas como o tamanho do Estado e o corte de gastos.
Moura surpreendeu ao admitir que a direita levanta questionamentos práticos e justos que o seu campo político costuma ignorar. Ele citou como exemplo as constantes promessas assistencialistas do progressismo e reconheceu que a conta estrutural sempre recai sobre o cidadão.
“A esquerda sempre diz que quer cultura e educação gratuita, que quer tudo isso. A direita faz uma pergunta que eu acho justa, que é: quem vai pagar isso que você quer? São os contribuintes? Vamos aumentar os impostos?”, declarou o ator.
Apesar de reconhecer a lógica e a validade do pensamento conservador sobre o controle da máquina pública, Moura rechaçou as críticas que recebe por morar nos Estados Unidos, acumular riqueza no exterior e continuar pregando o discurso socialista no Brasil.
O desabafo expõe o franco desgaste de figuras da elite artística que passaram anos endossando o ataque ideológico aos conservadores, mas que agora sentem o peso do isolamento popular e tentam adotar um verniz de pacificação para voltar a lucrar e dialogar com a sociedade real.
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