BR-226 será deslocada no RN para destravar mina de R$ 1 bilhão e ampliar reservas em 82%

Uma rodovia federal que atravessa a zona rural de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, ganhará um novo traçado para liberar uma área rica em ouro. A mudança atingirá um trecho da BR-226 que atualmente divide o terreno do Projeto Borborema, empreendimento mineral que recebeu aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos.

Com a retirada dessa barreira, a empresa poderá abrir uma nova frente de lavra e acessar reservas estimadas em 670 mil onças troy de ouro. O volume corresponde a aproximadamente 20,8 toneladas do metal precioso e representa um crescimento de 82% sobre a estimativa anterior de reservas lavráveis.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou um acordo com a Cascar Brasil Mineração Ltda. para alterar o traçado da rodovia.

A Cascar é a subsidiária brasileira da Aura Minerals responsável pelo Projeto Borborema, voltado à extração de ouro no Seridó potiguar. Pelos termos do acordo, a companhia assumirá a elaboração dos projetos, o financiamento das obras e as despesas relacionadas às indenizações.

A empresa também ficará responsável pelos custos ambientais necessários para executar a intervenção e transferir o trecho da rodovia. A alteração permitirá ampliar a área de extração sem transferir os custos da obra para o orçamento público.

Um relatório técnico da companhia apontou que a rodovia pavimentada representava uma das principais limitações do planejamento anterior. A presença da BR-226 impedia o avanço da cava sobre parte do depósito mineral identificado pelos levantamentos realizados na região.

O principal depósito está localizado na Fazenda São Francisco, aproximadamente 28 quilômetros a leste da sede de Currais Novos. A área possui cerca de 735 hectares e é dividida pela rodovia federal. A parte norte reúne 586 hectares, enquanto o setor sul possui 149 hectares. O novo traçado permitirá integrar essas áreas ao planejamento operacional e aproveitar uma parcela maior do ouro encontrado no subsolo. Com a mudança, a estimativa de reservas lavráveis sobe para aproximadamente 670 mil onças troy, equivalentes a 20,8 toneladas de ouro.

O aumento chega a 82% na comparação com a base de reservas considerada anteriormente pela companhia. Os números também levam o empreendimento a 1,48 milhão de onças de reservas prováveis.

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