Um dos maiores nomes da imprensa brasileira, William Bonner, não é formado em jornalismo: confira outros nomes
William Bonner, um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, virou exemplo no debate que ganhou força no STF sobre uma possível volta da exigência de diploma de Jornalismo para exercer a profissão.
A discussão surgiu em meio a uma investigação envolvendo o jornalista Luís Pablo, responsável por reportagens sobre Flávio Dino. Moraes autorizou medidas contra fontes ligadas ao profissional, o que provocou críticas de entidades de imprensa por possível violação do sigilo da fonte.
Foi nesse contexto que Dino e Alexandre de Moraes passaram a defender uma revisão da decisão de 2009 que acabou com a obrigatoriedade do diploma.
Bonner, porém, não é formado em Jornalismo. Ele é graduado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela ECA-USP, e construiu uma das carreiras mais reconhecidas da televisão brasileira.
O caso reacendeu uma questão sensível: se problemas envolvendo fontes, desinformação ou eventuais abusos devem ser enfrentados com investigação e responsabilização individual ou usados como argumento para restringir o exercício da profissão. O fato de a discussão sobre a exigência de diploma ganhar força justamente em meio a uma investigação envolvendo um jornalista crítico a Flávio Dino torna a movimentação dos ministros ainda mais controversa e levanta preocupações sobre os limites entre regulamentação profissional e liberdade de imprensa.
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