Mais tempo de TV não garante vitória para governador no RN: histórico liga alerta para as eleições de 2026
O histórico das seis últimas eleições para governador do Rio Grande do Norte, entre 2002 e 2022, mostra que ter mais tempo de propaganda eleitoral na televisão não foi garantia de vitória nas urnas. Levantamento apresentado em análise sobre o período aponta que, em cinco das seis disputas, o candidato com maior tempo de TV acabou derrotado.
Em 2002, Fernando Freire (PMDB) tinha aproximadamente sete minutos de propaganda por programa, contra cerca de 1min18s de Wilma de Faria (PSB). Mesmo com a vantagem no tempo de televisão, Freire perdeu no segundo turno para Wilma, que venceu com 61,05% dos votos.
O cenário se repetiu em 2006. Garibaldi Alves (PMDB) aparecia com maior tempo de TV, mas foi derrotado novamente por Wilma de Faria, que conquistou 53,65% no segundo turno.
Em 2010, Iberê Ferreira (PSB) também tinha mais tempo de propaganda que Rosalba Ciarlini (DEM): 6min12s contra 5min46s. Rosalba venceu no primeiro turno com 52,46%. Quatro anos depois, Henrique Alves (PMDB) tinha 9min18s, contra 6min33s de Robinson Faria (PSD), mas Robinson venceu o segundo turno com 54,42%.
Em 2018, Carlos Eduardo (PDT) também aparecia com maior tempo de TV, mas perdeu para Fátima Bezerra (PT), que obteve 57,60% no segundo turno. A única exceção do período ocorreu em 2022, quando Fátima Bezerra teve o maior tempo de propaganda e venceu ainda no primeiro turno, com 58,31% dos votos.
O levantamento resume o histórico em uma proporção de cinco derrotas e apenas uma vitória para candidatos com mais tempo de televisão. A análise conclui que o espaço no horário eleitoral é importante, mas não funciona, isoladamente, como fator decisivo para uma eleição.
Para 2026, o histórico sugere que o tempo de TV deve ser encarado como um acelerador de campanha, e não como o principal motor da disputa. Alianças políticas, presença regional, estrutura de campanha, pesquisas, conexão com o eleitor e desempenho dos candidatos continuam sendo fatores capazes de pesar mais na decisão das urnas.
Escreva sua opinião
O seu endereço de e-mail não será publicado.