Estratégia eleitoral: Janja entra em campo para tentar virar jogo de Lula com evangélicos
A primeira-dama Janja Lula da Silva entrou de forma mais direta na estratégia de aproximação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva com o eleitorado evangélico. Em vídeo exibido durante o lançamento do comitê “Evangélicos e Evangélicas com Lula”, organizado pelo PT, Janja destacou a importância das igrejas na vida de milhões de brasileiros e afirmou que valores como solidariedade e igualdade também fazem parte da fé cristã. A iniciativa ocorre em um momento de forte resistência ao petista nesse segmento: segundo pesquisa Datafolha citada pela reportagem, Flávio Bolsonaro aparece com 62% das intenções de voto entre evangélicos, contra 29% de Lula.
Janja relatou ter percorrido diferentes regiões do país e mantido contato com mulheres evangélicas, ressaltando o trabalho social desenvolvido por comunidades religiosas. Também citou ações relacionadas ao segmento durante governos de Lula, como o Dia Nacional do Evangélico, o reconhecimento da Marcha para Jesus e o Dia Nacional da Música Gospel. A postura representa uma mudança em relação a 2022, quando Janja mantinha maior distância de movimentos eleitorais direcionados especificamente aos evangélicos.
Com a disputa presidencial de 2026 avançando, o PT intensifica os gestos de aproximação, incluindo carta ao segmento, jingle gospel e novos encontros com lideranças e eleitores. Apesar da estratégia, aliados afirmam que Lula pretende manter o discurso de que igrejas e cultos não devem ser transformados em palanques eleitorais. A disputa pelo voto evangélico promete ser um dos pontos centrais da eleição e, diante dos números atuais, esse público representa um dos maiores desafios para o petista.
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