CCJ do Senado aprova aumento de penas para maus-tratos contra animais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprova substitutivo ao PL 4.262/2025, que aumenta as penas para maus-tratos contra animais e cria mecanismos nacionais de prevenção e detecção dessas infrações. O texto foi definitivamente adotado pela comissão e segue para análise da Câmara dos Deputados.

Penas podem chegar a seis anos

Conforme o substitutivo aprovado, a pena para maus-tratos contra animais passa a variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Em situações agravadas, que envolvam tortura, abuso sexual ou transmissão das agressões pelas redes sociais, a punição pode chegar a seis anos.

Nos casos em que houver morte do animal, a pena também será aumentada.

Atualmente, a legislação prevê detenção de três meses a um ano, além de multa.

Proposta prevê restrição à guarda de animais

O texto altera a Lei de Crimes Ambientais e estabelece outras medidas relacionadas à prevenção e responsabilização por maus-tratos.

Entre as mudanças previstas está a proibição, como efeito da condenação, de exercer a guarda, posse ou propriedade de animais, além da atuação em atividades comerciais, profissionais ou assistenciais que envolvam contato direto com animais.

O substitutivo também inclui condutas relacionadas à negligência nos cuidados básicos.

Mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente

A proposta também altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Educação Ambiental.

No ECA, o texto inclui entre os deveres dos pais e responsáveis a formação ética voltada ao respeito à vida e ao cuidado com os animais. A proposta também prevê medidas socioeducativas e multas proporcionais à condição econômica dos responsáveis.

Segundo a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), o objetivo do substitutivo é reunir propostas que já tramitavam no Senado e estabelecer mecanismos de prevenção e responsabilização.

Projeto segue para a Câmara

O PL 4.262/2025 é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e teve relatoria de Leila Barros. O texto tramitou em conjunto com outras propostas sobre maus-tratos e proteção animal.

Após a aprovação definitiva do substitutivo pela CCJ, o Senado encaminhou o projeto para a Câmara dos Deputados, onde a matéria será analisada.

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