”Vai aprontar”: Ala do STF ligada a Moraes teme que Nunes solte Bolsonaro após pedido de “revisão de pena”

Reputação de Nunes foi colocada à prova por membros do gabinete de Moraes, que teme “vingança” com liberdade ao ex-presidente Bolsonaro. Entenda!

O próximo movimento no Supremo a confrontar os ministros deve partir do gabinete de Kassio Nunes Marques. Está com ele o pedido de Jair Bolsonaro de revisão de pena.

A ala pró-Moraes na Corte aposta que o ministro “vai aprontar”. No toma lá, dá cá em que se transformou o Supremo, Kassio vê, do outro lado, a exposição de suas relações com Daniel Vorcaro.

Entre esses ministros, ninguém descarta que a resposta venha justamente no caso Bolsonaro, com uma decisão que abra caminho para anular a condenação do ex-presidente.

Por outro lado, o pedido de Bolsonaro dá a Kassio uma carta importante no tabuleiro do Supremo, justamente no momento em que seu nome aparece no caso Master e se discute internamente até onde devem avançar as apurações envolvendo integrantes do tribunal.

O ministro se declarou impedido de votar na sessão que definiria o destino de Alexandre de Moraes após a coluna revelar conversas que sugeriam o pagamento de R$ 500 mil para seu filho. A coluna também revelou a existência da “Turma do KN”, uma referência às iniciais do ministro, citada em diversas conversas com Vorcaro.

A “Turma do KN” aparece relacionada a um contrato de R$ 427 milhões, condicionado ao êxito em ações de interesse de Vorcaro que poderiam destravar cerca de R$ 8,5 bilhões em precatórios.

O desfecho dessas causas passava por decisões no TRF-1 e no próprio Supremo. Nas conversas, eles comemoram um voto de KN no tema.

A defesa de Jair Bolsonaro quer que o Supremo suspenda o cumprimento da pena de 27 anos e três meses e, no mérito, anule sua condenação.

A defesa usa a favor de Bolsonaro argumentos apresentados por Alexandre de Moraes no caso Master.

Alvo de questionamentos após a PF encontrar no celular de Daniel Vorcaro mensagens atribuídas a ele e referências ao contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, o ministro pediu acesso à íntegra do material e afirmou que não houve tempo hábil para que os ministros analisassem as provas.

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