Comércio exterior do RN supera US$ 1,3 bilhão em 2026

O comércio exterior do Rio Grande do Norte movimentou mais de US$ 1,3 bilhão entre janeiro e setembro de 2026, considerando a soma das exportações e importações. O volume representa crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o 24º Boletim da Balança Comercial do estado, elaborado com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Em setembro, o Rio Grande do Norte exportou US$ 85,6 milhões e importou US$ 27,3 milhões. A diferença entre as vendas e as compras internacionais resultou em superávit de US$ 58,3 milhões, o terceiro maior saldo comercial entre os estados do Nordeste no mês. No acumulado do ano, o saldo da balança comercial cresceu 46% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.
O ouro liderou a pauta de exportações potiguares em setembro, com US$ 34,4 milhões em vendas. Na sequência, apareceram as melancias frescas, que movimentaram US$ 12,7 milhões, e os melões frescos, com US$ 9,7 milhões.
Outros óleos combustíveis somaram US$ 7,4 milhões em exportações, enquanto os minérios de tungstênio alcançaram US$ 3 milhões. Juntos, os cinco principais produtos responderam por 78,5% das vendas externas do estado no mês.
O Canadá foi o principal destino dos produtos potiguares, com US$ 30,6 milhões em compras. Os Países Baixos ficaram em segundo lugar, com US$ 21,8 milhões, seguidos pelo Reino Unido, com US$ 9,9 milhões; pela Suíça, com US$ 4,6 milhões; e pelos Estados Unidos, com US$ 3,9 milhões. Esses cinco mercados concentraram 82,7% das exportações do RN em setembro.
Nas importações, o principal produto adquirido foi o trigo e suas misturas com centeio, exceto para semeadura, que movimentou US$ 5,3 milhões. Também se destacaram o poli(cloreto de vinila), com US$ 1,3 milhão, e os queijos tipo mussarela, com US$ 1,1 milhão. Caixas de papel ou cartão e conversores elétricos estáticos registraram US$ 1 milhão cada.
A China foi a principal origem das importações do Rio Grande do Norte, com US$ 8,4 milhões, seguida pela Argentina, com US$ 7,8 milhões, e pela Espanha, com US$ 2,5 milhões. Egito e Estados Unidosregistraram US$ 1 milhão cada em vendas ao estado.
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