O único instituto que acertou no 1º turno dá vitória folgada de Flávio, diz diretor de jornalismo do Metrópoles em SP
Diante dos erros dos institutos de pesquisa contratados pela imprensa tradicional, resolvi prestar mais atenção no que diz o instituto que, subestimado pelo noticiário, mais acertou ao mostrar que Flávio Bolsonaro estava à frente de Lula na reta final do primeiro turno.
Estou falando da Gerp Mercadologia, uma empresa aberta em 1983, em Niterói, que faz entrevistas por telefone. A Gerp praticamente cravou o resultado numérico da vitória de Flávio sobre Lula nas urnas ao marcar 46% a 44%, muito próximo da vantagem real de 1,8 ponto percentual.
O que mostra a pesquisa divulgada nessa terça-feira por esse instituto? Uma vantagem nos votos válidos de 53% a 47% para o filho de Jair Bolsonaro.
Parece estranho, uma vez que é uma diferença bem maior da que a registrada pelos pesquiseiros mais repercutidos pela imprensa. Hoje, por exemplo, a Quaest deu somente 45% a 44% para Flávio, que também experimentaria um aumento do índice de rejeição ao seu nome.
Dá para dizer que a Gerp é inconfiável? Não, a julgar pelo resultado do primeiro turno. Dá para dizer que a Gerp repetirá o acerto, enquanto os demais institutos incorrerão nos mesmos erros ao fornecer o chamado “retrato do momento” de quase vinte dias atrás? Também não.
A única coisa que dá para dizer até esta quarta-feira — vamos ver como vem o Datafolha, sempre mais generoso com Lula — é a obviedade que Flávio continua numericamente à frente de Lula na maioria dos institutos, apesar da campanha do medo promovida pelos petistas, da má vontade da imprensa, de todas as benesses eleitoreiras do governo e do debate na Band, o momento mais baixo de uma campanha abissal.
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