Conservadores e radicais: direita se une para derrotar o PT no Rio Grande do Norte

Parece ficção, mas é o cenário que começa a se desenhar nos bastidores da política potiguar. A direita do Rio Grande do Norte, dividida entre lideranças de perfil mais conservador e setores identificados com o bolsonarismo, pode caminhar para uma convergência eleitoral no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. De um lado, estão nomes como o general Girão e o deputado federal Sargento Gonçalves, que já sinalizaram apoio a Allyson Bezerra (União Brasil), candidato número 44. Do outro, setores mais próximos de Rogério Marinho, cuja trajetória política tem forte ligação com Jair Bolsonaro.

Informações obtidas com exclusividade pelo Blog Jair Sampaio apontam que há conversas para aproximar esses grupos em torno de um objetivo comum: impedir a vitória de Cadu Xavier (PT). Embora o setor mais ligado ao bolsonarismo não esteja expondo publicamente adesivos ou manifestações de apoio a Allyson, os entendimentos de bastidores indicam a possibilidade de adesão nas urnas, mesmo sem um alinhamento público explícito.

A eleição deste domingo (25) será decisiva para medir a força dessa possível união. Com diferenças políticas e estratégicas, os grupos da direita enfrentam uma escolha que pode influenciar diretamente o resultado do segundo turno: convergir em torno do 44 ou correr o risco de favorecer a candidatura petista.

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