‘Ajudar o Butantan é ajudar 215 milhões de almas que vivem neste País’, afirma Lula

Após visitar, nesta segunda-feira (9/2), o Centro de Produção de Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan e, na sequência, participar de cerimônia que marcou o anúncio de um investimento de R$ 1,4 bilhão do Governo do Brasil para a infraestrutura de produção de insumos e imunobiológicos do instituto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que apoiar o Butantan é, em última instância, investir no povo brasileiro.
“Ajudar o Butantan é ter apenas a primazia de dizer que a gente está ajudando 215 milhões de almas que vivem neste país e que precisam”, afirmou o presidente.
Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, assinaram quatro ordens de serviço que beneficiam o Instituto Butantan no âmbito do programa Agora Tem Especialistas do Novo PAC Saúde:
- Reforma da unidade de produção de soros e área multipropósito, no valor de R$ 232,5 milhões
- Reforma de unidade de produção e ou desenvolvimento de plataforma com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), no valor de R$ 76,2 milhões
- Construção de uma nova fábrica para produção de insumo para vacinas contra difteria, tétano e coqueluche, no valor de R$ 550,1 milhões
- Construção de fábrica para produção de insumo farmacêutico ativo para vacina contra HPV, no valor de R$ 596 milhões
Para o presidente, depois dos ataques do governo anterior, que se esforçou para minar a confiança da população brasileira na eficácia das vacinas, o Governo do Brasil precisa, cada vez mais, trabalhar para esclarecer a população de que a vacinação salva vidas. “Nós temos que ter a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores falarem, os padres falarem, os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que em algum momento a natureza possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, frisou Lula.
Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa, nem no Butantan nem em outro instituto de pesquisa deste país”, prosseguiu.
VACINA CONTRA DENGUE – Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, aplicaram doses da vacina contra a dengue em uma profissional de saúde da Atenção Primária e também no diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás. A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto, 100% nacional, é a única em dose única no mundo e foi aprovada para o público de 12 a 59 anos. A ação de vacinação contra a dengue dos profissionais de saúde da atenção primária inicia-se no estado de São Paulo e será realizada em todo o país pelo Ministério da Saúde.
A previsão é proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do SUS. Apenas no estado de São Paulo, são mais de 216 mil profissionais. Até o momento, foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra a dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões. Os quantitativos estão sendo entregues assim que produzidos pelo Butantan. Foram enviadas aos estados as primeiras 650 mil doses. O restante está previsto para as próximas semanas.
EXPANSÃO – A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Instituto Butantan amplie a sua capacidade de produção. O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível para proteger a população e a expectativa é de que, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.
MULTILATERALISMO – Em seu discurso, Lula voltou a ressaltar que a valorização do multilateralismo se faz cada vez mais premente e que a China tem um papel importante no cenário brasileiro ligado à vacinação. “Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados. E que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo. Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina, e vai produzir a quantidade que ainda a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China e produzir vacina para a gente atender a quem precisa tomar vacina?”, indagou o presidente.
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