Após acordo para reajuste de policiais no Orçamento, auditores da Receita preparam entrega de cargos

“O ato é contra novo corte orçamentário para os sistemas da Receita e contra descumprimento do acordo firmado com a categoria, que previa a regulamentação de uma lei vigente desde 2017”, informou a assessoria do Sindifisco, em referência ao bônus de eficiência — um benefício que é bastante criticado entre os demais servidores do Ministério da Economia, que não têm o mesmo privilégio.
O reajuste dos policiais foi o único que fez o presidente Jair Bolsonaro se mobilizar em relação aos debates do Orçamento de 2022, que ocorre no Congresso Nacional. “A Receita Federal não merece e não pode ser humilhada mais uma vez. Somente uma reação em uníssono da Casa pode mostrar ao mundo político a nossa força e o nosso poder de indignação”, informou a nota do Sindifisco.
Apesar de o relator do Orçamento 2022, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), não ter incluído a previsão para o aumento dos policiais, de R$ 2,8 bilhões, no relatório inicial, após reuniões com o Ministério da Economia, que havia feito a solicitação, resolveu incluir quase R$ 2 bilhões para essa finalidade.
De acordo com o presidente do Sindifisco, Kleber Cabral, o corte na Receita de cerca de R$1,2 bilhão, mais de R$ 600 milhões só da parte de TI, será usado pra custear aumento dos policiais prometido pelo presidente. “O nível hierárquico dos auditores que farão a entrega de cargos compõe-se de chefes de unidade, delegados, chefes de divisão e de equipe. Os superintendentes, ao todo 10 no país, geralmente são os últimos. Como a indignação está enorme, espera-se também a adesão deles”, disse.
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