Articulação política agita sucessão no RN
As articulações políticas em torno de um possível mandato-tampão no Governo do RN ganharam um novo capítulo e já provocam reações nos bastidores da Assembleia Legislativa.
Uma reunião realizada na segunda-feira (2) pela federação formada por União Brasil (UB) e Progressistas (PP) colocou na mesa a tentativa de construção de um nome de consenso para comandar o Executivo estadual até o fim de 2026.
A iniciativa teria partido de interlocuções conduzidas pelo deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB).
A ideia era buscar um entendimento entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), pré-candidato ao governo em 2026, em torno de um nome capaz de pacificar o cenário político no caso de dupla vacância no governo do RN.
Nos debates internos da federação, surgiu como possível ponto de convergência o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, citado como alternativa que poderia ser aceita tanto pela Governadoria quanto por setores do campo político que orbitam o projeto de pré-candidatura de Allyson ao governo do Estado.
A idieia uniria no mesmo projeto Fátima Bezerra (PT) e José Agripino, presidente do UB, adversários políticos de longa data.
Mas, um deputado consultado pela reportagem alertou que Francisco do PT não agradou ao pré-candidato, Allyson Bezerra (UB), por entender que o líder do governo na ALRN, no exercício do mandato de governador, pode se tornar mais forte do que o atual pré-candidato governista, Cadu Xavier.
“Assim Allyson poderia estar colocando no poder um futuro concorrente ao governo, no exercício do cargo, com estrada eleitoral e experiência como ex-prefeito de Parelhas”, disse o deputado recém-chegado ao campo político que orbita o projeto de pré-candidatura de Allyson.
Surpresa na Assembleia
A movimentação, contudo, causou surpresa dentro da própria Assembleia Legislativa. Segundo informações apuradas nos bastidores políticos do Estado, o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PSDB) — aliado da governadora e figura central no processo de eventual eleição indireta — não participou da
Construção inicial da proposta
Ezequiel teria tomado conhecimento das articulações pela imprensa, fato que gerou desconforto em seu entorno político. Como chefe do Legislativo, caberá a ele conduzir o processo de eleição indireta caso se confirme a renúncia da governadora para disputar o Senado. Tanto que conduziu o projeto e lei para regulamentar a eleição indireta.
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