Bolsonaro diz que delação de Mauro Cid é ‘fantasiosa’ e que nada o liga à tentativa de golpe

Em resposta às recentes acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como “fantasiosa” a delação de seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, negando qualquer envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A defesa de Bolsonaro afirmou que não há provas que o conectem à suposta trama golpista.
A PGR apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusando Bolsonaro de liderar um plano para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022. A denúncia inclui outros 33 indivíduos, entre eles ex-ministros e militares de alto escalão, acusados de crimes como tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa.
De acordo com as investigações, o plano teria sido articulado a partir de 2021, após a anulação das condenações do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva pelo STF, o que o recolocou na disputa eleitoral. A estratégia envolveria a disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral e a busca de apoio das Forças Armadas para impedir a posse de Lula.
Mauro Cid, em sua delação premiada, teria detalhado reuniões e discussões internas sobre possíveis ações para reverter o resultado eleitoral, incluindo a consideração de medidas extremas. No entanto, Bolsonaro e seus advogados contestam essas alegações, afirmando que as declarações de Cid carecem de fundamento e não apresentam evidências concretas de sua participação em qualquer conspiração.
O STF avaliará a denúncia apresentada pela PGR para decidir sobre a abertura de processo contra Bolsonaro e os demais acusados. Se a denúncia for aceita, o ex-presidente poderá se tornar réu e enfrentar julgamento por crimes que, somados, podem resultar em penas significativas.
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