Brasil atrai R$ 9 bilhões em capital estrangeiro mesmo com crise internacional

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Mesmo em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, o mercado brasileiro registrou entrada líquida de R$ 9 bilhões em capital estrangeiro na B3 ao longo do primeiro mês do conflito. O movimento contraria a expectativa tradicional de fuga de investidores de mercados emergentes em períodos de instabilidade global.

Analistas apontam que o fluxo reflete uma mudança no comportamento dos investidores internacionais, diante de dúvidas sobre a condução econômica dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump. A percepção de risco institucional tem levado à redução da concentração de recursos no mercado e à busca por diversificação.

No acumulado recente, o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira tem sido expressivo. Em 2025, houve entrada líquida de R$ 25 bilhões, revertendo a saída de R$ 32 bilhões registrada no ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2026, o saldo positivo chegou a R$ 51,2 bilhões, o maior para o período desde 2022.

Para Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, o cenário atual marca uma inflexão em uma tendência histórica de concentração nos Estados Unidos. Ele destaca que, diante do aumento das incertezas, investidores têm buscado alternativas como ouro, commodities, ativos reais e mercados emergentes. A mudança também reflete uma revisão do conceito de “ativo livre de risco”, tradicionalmente associado ao dólar e aos títulos do Tesouro americano.

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