Polilaminina: Avanço da ciência reacende esperança para pessoas com paralisia

Em meio às chamadas históricas sobre inovação médica, uma pesquisa desenvolvida no Brasil vem chamando a atenção internacional ao apresentar resultados promissores no restabelecimento de movimentos em pessoas com lesões medulares graves.
Trata-se da polilaminina, substância experimental criada pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, professora e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que já mostrou capacidade de restaurar mobilidade em pacientes paraplégicos e tetraplégicos em estágios iniciais da pesquisa.
Desenvolvida a partir da proteína laminina — um componente natural do organismo essencial à organização e regeneração neural —, a polilaminina vem sendo aplicada diretamente na área de lesões da medula espinhal em estudos experimentais que remontam a quase três décadas de pesquisa no Brasil.
Em experimentos iniciais com humanos, seis dos oito pacientes tratados apresentaram recuperação significativa de movimentos, e um caso chegou a registrar retorno à capacidade de andar, embora resultados variem conforme o tipo e o tempo decorrido após a lesão.
Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico de fase 1, etapa regulatória essencial para avaliar a segurança da terapia em voluntários com lesão medular aguda, o que representa um marco para a pesquisa e para a possibilidade de ampliação dos testes em humanos.
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