Chefe de delegacia onde policial matou colegas relata ameaças e diz que andava de colete
Há menos de 3 meses à frente da delegacia da cidade cearense, a 353 km da capital Fortaleza, Vasconcelos já havia recebido ameaças veladas do suspeito de matar quatro colegas de trabalho — três deles, enquanto dormiam. “Há quatro dias que eu estou andando de colete para cima e para baixo”, relatou à reportagem.
Segundo o delegado, o inspetor Antônio Alves Dourado, que está sob custódia, já se mostrava muito problemático nas delegacias por onde passou. “Ele sempre queria atuar do jeito dele, e não é assim que funciona no serviço público. Não aceitava cumprir escalas pré-programadas. Simplesmente dizia: ‘Não vou fazer’”, relembra Vasconcelos, que já tinha trabalhado com o agora assassino em outro município.
Ele ainda afirma que de umas semanas para cá, Dourado andava estranho e tentava de todas as formas criar problemas dentro da delegacia. Chegou até a se rebelar contra os colegas de trabalho, que não concordaram com ele em prejudicar o delegado. “Ele tentou de todas as formas me derrubar como delegado regional. Chegou a criar histórias tão absurdas e mirabolantes nas redes sociais, tudo para me denegrir e me atingir”, contou o delegado.
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